Câncer e obesidade

Além do aumento do risco de diabetes e doenças cardiovasculares como AVC e infarto, a obesidade também está relacionado ao câncer. Estima-se que 35% de todos os canceres nos Estados Unidos estejam relacionados a dieta, tanto pelo o que se com,  quanto pelo deixa-se de comer, como legumes, vegetais e frutas. Fatores dietéticos podem até ultrapassar o cigarro, que é responsável por 30% dos canceres. Evidências recentes sugerem e enfatizam a relação entre a obesidade e desenvolvimento do câncer (Colditz,2012; Arnold,2015; Schottenfeld,2013).

O American Institute for Cancer Research encontrou relação com evidência científica entre obesidade e câncer com os seguintes tumores: câncer de mama pós menopausa, pâncreas, rim, endométrio (útero), esôfago, colorretal, vesícula e variantes agressivas do câncer de próstata.

Ter um IMC (índice de massa corporal) baixo diminui o risco de desenvolver 8 tipos de tumores: gástrico, fígado, vesícula, pâncreas, ovário, tireoide, mieloma múltiplo e meningioma.

Pacientes obesos já diagnosticados com câncer de mama, colorretal ou próstata podem apresentar pior prognóstico secundário a obesidade. A boa notícia é que redução de peso em pacientes na pós menopausa pode diminuir o risco de desenvolver o câncer de mama significativamente.

O controle do peso ajuda tanto na diminuição do risco em desenvolver a doença, a evitar recidiva em quem já teve e melhora o prognóstico em quem tem câncer. Se você está acima de peso, não demore em procurar orientação médica, nutricional e do educador físico. Invista em você, na sua saúde e no seu autocuidado.

Fonte: Introduction to Integrative Oncology, The University of Arizona