Novidades no tratamento do câncer de mama HER-2 positivo 

A doença HER-2 positivo compreende cerca de 15 a 20% dos casos de câncer de mama. O HER-2 é uma proteína que encontra-se hiperexpressa nesses tumores e que leva a alta replicação celular. Há medicações que bloqueiam essa via com excelentes resultados (trastuzumab, pertuzumab, TDM-1), mas infelizmente algumas pacientes tornam-se resistentes a medicação e o tumor passa crescer novamente. 

A ANVISA aprovou recentemente o conjugado anticorpo-droga trastuzumab deruxtecano para pacientes HER-2 positivo irressecável ou metástatico que já haviam sido tratadas com dois ou mais regimes anti-HER2. Trata-se de uma medicação que tem um componente anti HER-2 através do anticorpo trastuzumab combinado a quimioterapia, o deruxtecano

O estudo Destiny-Breast01 avaliou a eficácia e segurança da droga. Houve taxa de resposta objetiva de 61,4% com um média de duração de resposta de 20,8 meses, o que é bastante impressionante para pacientes politratadas. A droga também mostrou-se eficaz no tratamento das metástases de sistema nervoso central no estudo Destiny-Breast03. 

Os efeitos adversos mais apresentados foram náuseas, fadiga, vômitos, queda de cabelo, constipação, anemia, diarreia, tosse, cefaléia. Dentre os efeitos colaterais, o mais grave foi pneumonite em 15% dos casos (inflamação dos pulmões) pela medicação. 

A medicação já foi aprovada pela ANVISA e encontra-se disponível. Ainda não é disponível pelo SUS.

Vem sendo testada também em tumores mais iniciais da mama e outros sítios de doença, estamos aguardando ansiosamente por mais novidades.  

Ref:

Diário Oficial da União – Resolução nº3.751, de 30 de setembro de 2021 – publicado em: 04/10/2021. Ed 188. Seção 1. Pag:270

N Engl J Med 2020; 382:610-621 DOI: 10.1056/NEJMoa1914510